Como a cobrança funciona
As APIs de IA cobram por token, um pedaço de palavra. Uma página de texto em português tem, em média, algumas centenas de tokens. A conta separa entrada (o que é enviado ao modelo: o documento e as instruções) e saída (o que o modelo devolve). A saída costuma custar cinco vezes mais.
Os preços de outubro de 2026
Valores oficiais por milhão de tokens, em dólar:
| Modelo | Entrada | Saída |
|---|---|---|
| Claude Haiku 5.5 (07/10) | US$ 0,10 | US$ 0,50 |
| Claude Sonnet 5.5 (28/09) | US$ 2 | US$ 10 |
| Gemini 4 Argon, preço de lançamento até 30/11 | US$ 2 | US$ 10 |
| Claude Opus 5.5 (22/09) | US$ 4 | US$ 20 |
| Gemini 4 Argon, a partir de 30/11 | US$ 4 | US$ 20 |
O Haiku 5.5 tem esse preço para pedidos de até 100 mil tokens; acima disso, sobe para US$ 0,50 e US$ 2,50. A Anthropic diz que ele custa, em média, cerca de 75% menos para rodar que o Haiku 4.5.
Simulação: mil faturas
Premissas: cada fatura, com as instruções, soma 3 mil tokens de entrada, e a resposta com os itens extraídos tem 500 tokens. Mil faturas dão 3 milhões de tokens de entrada e 500 mil de saída.
Simulação com 3 mil tokens de entrada e 500 de saída por fatura, nos preços oficiais de outubro de 2026.
Mesmo no modelo mais caro, o custo de IA por fatura fica em centavos. A conta real é outra: quanto tempo uma pessoa leva para conferir mil faturas à mão.
O que muda a conta na prática
- Documento escaneado: PDF que é imagem consome mais tokens do que texto puro.
- Raciocínio: modelos que “pensam” antes de responder gastam tokens de saída nesse raciocínio. No Opus 5.5, esse modo não desliga.
- Cache: instruções repetidas em todo pedido podem ir para o cache, bem mais barato. No Haiku 5.5, a leitura de cache sai a US$ 0,01 por milhão; no Gemini 4 Argon, o Google informa desconto de 95% na entrada em cache.
- Erro: o custo que pesa é o da revisão humana. Um modelo barato que erra mais pode sair caro em horas de conferência.
A conta completa de um projeto
O gasto com tokens é a menor parte. Um projeto de automação com IA tem, em geral, três custos:
- Desenho e construção: entender o processo, montar o fluxo, testar com documentos reais. É um custo único.
- Operação: tokens, hospedagem e ferramentas. Para volumes de PME, costuma ficar em poucas dezenas de dólares por mês.
- Acompanhamento: revisar os casos em que a IA errou e ajustar regras. Cai bastante depois dos primeiros meses.
Do outro lado da balança estão as horas que a equipe deixa de gastar e os erros que deixam de passar, como uma cobrança em dobro que ninguém viu.
Como escolher
Para extrair dados de documentos padronizados em volume, um modelo pequeno como o Haiku 5.5 tende a bastar e custa quase nada. Para análise com muitas regras, contratos longos ou decisões em várias etapas, os modelos maiores compensam. Um bom desenho usa os dois: o modelo pequeno faz o grosso e o maior entra só nos casos difíceis.
Os preços também mudam rápido. O próprio Gemini 4 Argon dobra de preço depois do período de lançamento. Por isso, vale montar a automação de um jeito que permita trocar de modelo sem refazer o trabalho, e revisar a conta a cada trimestre.
O custo de IA deixou de ser o obstáculo. O que define o resultado é o processo: documento certo na entrada, regra clara e conferência no fim. Para ver esse fluxo funcionando, veja a conferência de faturas com IA.



